terça-feira, 4 de dezembro de 2012

MÃE DE ALUNA ESPANCA RIVAL DA FILHA


   
Um vídeo gravado por alunos da Escola Rodolfo Augusto Trechaud Curvo, localizada no bairro Três Poderes, em Cuiabá, mostra uma adolescente de 14 anos sendo espancada pela mãe de outra aluna que também estudava na mesma escola. O caso ocorreu no dia 26 de novembro.

O vídeo mostra a agressora dando socos na menina. Em seguida, a vítima cai e desmaia ao bater a cabeça no chão. Ainda assim, a mãe da colega continuou chutando a estudante. A mulher que agrediu a aluna alegou que a filha estava sofrendo bullying e que já havia sido agredida antes.

Segundo a mãe da adolescente agredida, que preferiu não se identificar, a filha sofreu vários hematomas no corpo. “Ela está cheia de hematomas na cabeça e com a clavícula inchada. Minha filha está traumatizada e não consegue dormir direito”, reclamou.

A adolescente foi socorrida pelos alunos que chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi levada para Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) e, segundo a mãe dela, ficou sendo medicada no hospital até as 22h do dia 26 de novembro.

A Polícia Militar informou que esteve no local e efetuou a detenção da mulher responsável pelas agressões. Porém, após prestar depoimento, foi liberada. A Polícia Civil está investigando o caso.

Para a psicóloga Gislaine Angelim Barbosa Catena, a confusão pode ter sido provocada por falta de diálogo dos pais com as próprias filhas e da própria escola. “A escola tinha que conversar com as meninas que estavam brigando, separadamente. Chamar os pais de cada uma e ter uma conversa com eles também e, depois, conversar com todos eles para tentar apaziguar a situação”, explicou.

Esgotando toda a possibilidade de diálogo, para a psicóloga, a medida é mudar o aluno de escola. “A melhor coisa, se não houver mudança, é tirar o aluno da escola e colocá-lo em outra, tudo para evitar mais agressões físicas e psicológicas”, informou a psicóloga.
 
Outro lado
 

O advogado da suspeita, André Albuquerque, alegou que a filha da cliente dele tinha sido agredida primeiro. “Ela estava nervosa com as agressões feitas primeiro na filha que já vinha sofrendo bullying na escola. E, por forte emoção, acabou provocando aquelas agressões, o que não justifica o ato impensado. Porém, ela não aguentou ver a filha naquele estado”, salientou o advogado.

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