sexta-feira, 22 de março de 2013

DIRETOR DA NASA ALERTA SOBRE ASTEROIDES


O diretor da Nasa (agência espacial americana), Charles Bolden, tem um conselho sobre o que fazer se um grande asteroide estiver a caminho da Terra: rezar. Isso é praticamente tudo o que se poderia fazer neste momento se asteroides ou meteoros desconhecidos estivessem em rota de colisão com o planeta, afirmou ele a legisladores na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A projeção fatalista ocorre enquanto a Nasa pede que o governo americano financie programas para detecção e desvio de objetos celestiais próximos da Terra.

Ameaças vindas do espaço costumam ser objetos da ficção científica - em filmes como Armageddon e Impacto Profundo -, porém membros do Congresso americano abordaram o assunto depois que um meteorito caiu sobre a Rússia em 15 de fevereiro e um asteroide passou muito próximo do planeta no mesmo dia. Preocupados com esses fenômenos, os políticos convidaram o diretor da Nasa para falar sobre o programa espacial e como se pode prevenir que a Terra seja atingida por corpos celestes.


Os legisladores não gostaram do que ouviram. O representante republicano Lamar Smith afirmou aos participantes, mais de uma vez, que o relatório "não era tranquilizador". Deputados governistas e da oposição, porém, se mostraram receptivos à ideia de colocar mais recursos no esforço de conter ameaças cósmicas, conforme solicitado por Charles Bolden.


O consultor científico da Casa Branca, John Holdren, observou que o financiamento anual dedicado ao catálogo de asteroides potencialmente perigosos subiu de US$ 5 milhões para mais de US$ 20 milhões nos últimos dois anos. Mesmo assim, o administrador da Nasa estimou que o trabalho de identificação de 90% dos objetos celestiais próximos da Terra entre 140 metros e 1 quilômetro de largura, como demandado pelo Congresso, deve demorar até 2030.

UNIVERSITÁRIOS CRIAM GEL QUE CONSEGUE CONTROLAR SANGRAMENTO INSTANTANEAMENTE


Dois estudantes da Universidade de Nova York (NYU), Joe Landolina e Isaac Miller, criaram uma fórmula que pode facilitar a vida dos profissionais de saúde. A invenção é um gel “mágico” chamado Veti-Gel, que é capaz de parar qualquer tipo de sangramento, inclusive os mais intensos.

A criação é uma versão artificial da matriz extracelular, um ingrediente do tecido conjuntivo que tem a função de sustentar o corpo. É como se fosse uma cola, que dá liga entre os outros tecidos. “É como se o gel dissesse para o seu corpo parar a hemorragia”, diz um dos estudantes.

Além de fechar os cortes, o Veti-Gel também começa a curar feridas graves nos órgãos internos e artérias principais. “Não existe uma maneira rápida para controlar sangramentos, exceto manter muitas gazes sobre a ferida”, disse Landolina. “Pensei que se eu pudesse colocar este gel ali, ele se solidificaria e pararia o fluxo de sangue“.

No vídeo abaixo, é possível ver a ação do gel em um pedaço de carne de porco. Em um primeiro momento, o sangue corre livremente. Mas depois da aplicação do gel e de um líquido que acelera a coagulação, o sangramento para. Veja:

PROFESSOR DENUNCIA! AMEAÇAS, AGRESSÕES À PROFESSORES E ATO IMPRÓPRIO DO CHEFE DE GOVERNO DA PREFEITURA DE TABIRA

Professor Erivelton Gomes
O professor Erivelton Gomes enviou um email para o gestor do Informativo T1 denunciando alguns atos que veem ocorrendo com os professores do município de Tabira, incluindo ameaças e até mesmo agressões físicas à professores. Um fato relatado conta que uma diretora foi ameaçada e agredida por um aluno de 14 anos.

Leia na íntegra o email enviado pelo professor:

Essa semana foi cheia para alguns professores da cidade de Tabira. Um estudante de 14 agride e ameaça de morte uma diretora da cidade. Para a maioria das pessoas, o conceito de Segurança implica um ambiente estável e relativamente previsível no qual um indivíduo ou um grupo possa prosseguir os seus objetivos sem medo de distúrbios ou agressões. A diretora Maria Ivonete Sobral foi ameaçada de morte e agredida com um soco de raspão no rosto, por um estudante de 14 anos.

Agora não faltava mais nada!

É escolas sem segurança, pais tendo total liberdade de enfrentar professores na sua sala de aula, escola com gestor de braços cruzados, alunos dando gravata em professores substituto, gestor apanhando de aluno e agora?

E agora o que falta fazer mais, se o que ele fez até hoje ninguém faz! Minada a Autoridade esvaiu-se a disciplina e dissolveu-se todo o tecido estruturante que enformava a Escola. Os próprios professores, a começar nos Conselhos Executivos ou seus substitutos, ou porque foram moldados na crença dos princípios falaciosos do Bom Selvagem, em que a culpa é sempre diluída na intrínseca maldade da sociedade ou porque acabaram por interiorizar um complexo de culpa, têm discursos e práticas contra toda e qualquer forma de exercício de autoridade. E a Secretaria de Educação? qual a sua posição em realação a isso? alguém se pronunciou? alguém falou a sociedade o ocorrido? ou os cidadãos ficaram sabendo através dos meios de comunicação? o que vai acontecer com esse estudante? qual a punição? e agora? perguntas sem respostas.

Depois desse ocorrido, neste dia 21 de março, a professora Paula Amaral Pires que foi a prefeitura municipal resolver um caso pessoal, não esperava pela atitude tomada pelo Chefe de Governo, o Senhor Adeval Soares do Nascimento, poeta e professor.

Segundo Paula, quando ela ia saindo da prefeitura o senhor Adeval tinha visto que ela vinha junto com ele e segundo ela, por ruindade e falta de educação, bateu o portão na "cara" da professora. A mesma em seu facebook fez um desabafo pela falta de educação que o Senhor Adeval teve com ela. Aonde vamos parar? primeiro o estudante agride e ameaça a diretora, agora uma pessoa do gabinete do prefeito bate o portão na "cara" da professora. Até quando o professor vai ser visto como um "animal"? até quando o professor vai ser desvalorizado pela sociedade hipocrita e cheia de regras, que muitas vezes não servem para nada? Que seja tomada uma providência com esses acontecidos. Pois, basta de tanta impunidade nesta sociedade capitalista e grotesca.


Por: Professor Erivelton Gomes

quarta-feira, 20 de março de 2013

FIFA ESTUDA ACABAR COM DISPUTA DE PÊNALTIS EM FINAIS DE COPA DO MUNDO


Presidente da Fifa com mandato até 2015, o suíço Joseph Blatter não é um fã da disputa de pênaltis, a qual segundo ele vai contra a essência do “futebol”. Em entrevista publicada nesta terça-feira pelo site do jornal espanhol As, o dirigente diz estudar alternativas para acabar com esse sistema em finais de Copa do Mundo. Uma opção seria a realização de um jogo de desempate. 
 
Segundo Blatter, a possibilidade de repetir uma final da Copa do Mundo caso a partida termine empatada “é uma boa ideia”. O suíço, no entanto, admite não saber se esse sistema seria possível, dizendo que o assunto “não é fácil porque a final deve se decidir no dia previsto”.  
 
O presidente da Fifa diz esperar “encontrar uma solução que evite os pênaltis na final do Mundial”. De acordo com o dirigente, o atual sistema de desempate “vai contra a essência do futebol, se converte em um duelo de um contra um no que é um esporte de equipe”. Por outro lado, ele ressalta que “para a televisão os pênaltis são o melhor porque disparam a audiência”.  
 
Ainda falando sobre o assunto, Blatter analisa que a partida que mais o emocionou foi a decisão da Copa do Mundo de 2010, entre Espanha e Holanda. Ele ressalta a importância do apoio de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, para a realização do primeiro Mundial no continente africano, e classifica o jogo como “épico”.  
 
O suíço conta que, durante a prorrogação de 30 minutos de duração, “rezou para que a partida não acabasse nos pênaltis” e torceu pela marcação de um gol. Ele relata ter respirado “tranquilo” quando o meia espanhol Andrés Iniesta balançou as redes, aos 11min do segundo tempo da prorrogação, decretando a vitória de sua seleção por 1 a 0.

GOVERNO DA PARAÍBA RECOMENDA QUE MULHERES FAÇAM "CARA DE BRAVA" PARA EVITAR ASSALTOS


Como evitar ser assaltado? Se você for uma mulher paraibana que tem medo de andar à noite ou que acabou de sair do banco, talvez seja o caso de fazer “cara de brava”, “franzir as sobrancelhas” e “falar alto consigo mesma”. Pelo menos é o que recomenda em seu site a Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba, a pasta responsável pelo policiamento do sexto estado mais violento do país.

Numa seção de dicas de segurança, a maior parte delas composta por conselhos para evitar assaltos, a secretaria mantém uma seção especial de “segurança para mulheres”. Nela, quem acessar o site vai encontrar o item onde se lê “se você se sente insegura ao andar à noite numa rua deserta, ou ao sair do banco com o dinheiro na bolsa, faça cara de brava, franza as sobrancelhas, fale alto consigo mesma”. 

O site recomenda ainda, entre outras curiosidades, que as mulheres mantenham no carro “uma bolsa à vista, com quinquilharias e algum dinheiro, para que um eventual ladrão possa levá-la sem lhe trazer muito prejuízo”.

Com essas dicas, a secretaria paraibana segue o exemplo das polícias Militar e Civil da Bahia, que nos sites das corporações mantinham seções de dicas que recomendavam, entre outras coisas, que os cidadãos andassem com "um pouco de dinheiro para satisfazer o ladrão”. Após a informação ser divulgada pela imprensa, as listas de dicas foram retiradas do ar.  

MacGyver – Algumas das dicas da secretaria da Paraíba são quase idênticas àquelas recomendadas pela polícia baiana. Uma delas sugere que a população incorpore o espírito inventivo e audacioso do personagem MacGyver, da série televisa Profissão: Perigo, em caso de sequestro. “Treine como sair de um porta-malas, para o caso de ser aprisionado. Em caso de tranca mecânica, treine com um grampo, arame ou canivete o levantamento da trava. Em caso de trava elétrica, identifique o caminho da fiação para poder cortá-la”, recomenda a secretaria de Segurança. 

A maior parte das dicas, divididas em seções como “andando na rua” e “segurança no trânsito”, é formada por conselhos úteis, apesar de serem bastante óbvios, como “ao fazer um saque, nunca coloque o dinheiro ou a carteira no bolso de trás”. 

Outras dicas soam especialmente datadas. Um exemplo: “quando estiver na rua, não escute walkman ou discman. Para estar a salvo, é preciso ficar atenta ao que acontece em volta” ou “antes de sair de um bar com algum desconhecido, ligue para um amigo, ou para sua própria secretária eletrônica, avisando a hora em que está saindo, para onde pretende ir e com quem está”.

Há também recomendações que soam geograficamente curiosas, já que o estado em questão é a Paraíba. “Não exibir 'currículo' no carro. Adesivos como: ‘Eu amo Campos do Jordão’ (...) levam à deduções sobre a rotina das pessoas”, diz uma das dicas. 

Fonte – Logo abaixo de algumas das seções de dicas, a secretaria paraibana afirma que a fonte para uma parte delas foi o site da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. E de fato algumas das dicas constam no site da Polícia Civil paulista, porém as dicas mais “curiosas” não fazem parte das recomendações do site de São Paulo.
Ninguém foi encontrado na Secretaria de Segurança Pública na noite desta terça-feira para comentar as dicas publicadas no site.

Na edição 2012 do Mapa da Violência, elaborado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, a Paraíba apareceu como o quinto estado com o maior número de homicídios do país. Segundo dados de 2010, a taxa de homicídios por 100.000 habitantes na Paraíba é de 38,6, enquanto a média brasileira é de 26,2. João Pessoa é a segunda capital mais violenta do país, logo depois de Maceió, com média de 80,3 assassinatos por 100.000 habitantes. 

Dicas de segurança da Paraíba

segunda-feira, 18 de março de 2013

ALCOOLISMO JÁ ATINGE QUASE 6 MILHÕES DE PESSOAS NO BRASIL


Histórico de consumo abusivo de álcool, síndrome de abstinência e manutenção do uso, mesmo com problemas físicos e sociais relacionados, é o tripé que caracteriza a dependência em álcool, segundo a psiquiatra Ana Cecília Marques, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O tratamento da doença, que atinge cerca de 5,8 milhões de pessoas no país, segundo o Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, de 2005, não é fácil: dura pelo menos um ano e meio em sua fase mais intensiva e tem índice de recaída de cerca de 50% nos primeiros 12 meses.

"Ele precisa preencher os três critérios. Um só não basta para se considerar dependente", destaca a psiquiatra. Ela explica que o consumo contínuo e abusivo leva a uma tolerância cada vez maior do usuário à bebida. "O corpo acostuma-se com o [álcool]. Ele resiste mais e, para obter o efeito que tinha no começo com uma lata de cerveja, precisará tomar cinco". A falta do álcool provoca uma série de sintomas graves, como elevação da pressão arterial, tremores, enjoo, vômito e, em alguns pacientes, até mesmo convulsão. Esse é o quadro da síndrome de abstinência.

O terceiro critério para caracterização da dependência alcoólica está ligado aos problemas de relacionamento e de saúde provocados pelo consumo abusivo. "O indivíduo tem problemas no trabalho por causa da bebida. Ele perde o dia de trabalho mas, mesmo assim, bebe de novo". A professora destaca que, além da questão profissional, devem ser considerados diversos aspectos da vida do paciente, como problemas familiares, afetivos, econômicos, entre outros.

Em relação às outras drogas, a psiquiatra informou que o tratamento da dependência de álcool se diferencia principalmente na primeira fase, que dura em média dois meses. "Cada substância tem uma forma de atuar no cérebro, portanto, vai exigir, principalmente na primeira fase do tratamento, diferentes procedimentos farmacológicos para que a gente consiga promover a estabilização do paciente", explica.

De acordo com a médica, o álcool se enquadra na categoria de substâncias psicotrópicas depressoras, juntamente com os inalantes, o clorofórmio, o éter e os calmantes. Há também as drogas estimulantes, como a cocaína, a cafeína e a nicotina, e as perturbadoras do sistema nervoso central, como a maconha e o LSD.

"Na segunda e terceira fases, o tratamento entra em uma etapa mais semelhante, que é quando você vai se aprofundar no diagnóstico e preparar o individuo para não ter recaída", acrescenta.

A segunda fase do tratamento, a chamada estabilização, quando se trabalha a prevenção da recaída, dura, em média, de oito a dez meses. Nessa etapa, são percebidas e tratadas as doenças correlatas adquiridas pelo consumo do álcool e, então, o paciente é preparado para readquirir o controle sobre droga. "A dependência é a doença da perda do controle sobre o consumo de determinada substância. [É feito um trabalho] para que ele volte a se controlar, a entender esse processo e readquirir a autonomia. Não é mais a droga que manda nele".

A psiquiatra destaca que, nesse processo, a recaída é entendida como algo normal e que não invalida o tratamento. "Ele pode ter uma recaída e não é que o tratamento não esteja no caminho certo ou que ele não queira se tratar. Faz parte da doença, é um episódio de agudização dessa doença crônica que é a dependência do álcool. Faz parte recair", esclarece.

Na terceira etapa, que dura cerca de seis meses, ocorre o "desmame da tutela do tratamento". "Ele está manejando essa nova autonomia. Ele volta para as avaliações com menos frequência". Por fim, o paciente passa a ir ao médico com maiores intervalos entre as consultas. "Ele segue em tratamento como qualquer indivíduo que tem doença crônica. Pelo menos uma vez por ano, ele passa pelo médico. A bem da verdade, [no tratamento dessas] doenças crônicas, a gente não dá alta".







Levantamento feito em 2005 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Unifesp, e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), mostra que o uso do álcool prevalece entre os homens em todas as faixas etárias. Mais de 80% deles declararam fazer uso de álcool. Entre as mulheres, o percentual cai para 68,3%.

No que diz respeito à dependência, eles também estão na frente. O índice de dependentes do sexo masculino (19,5%) é quase três vezes o do sexo feminino (6,9%). A faixa etária de 18 a 24 anos, por sua vez, apresenta os maiores índices, com 27,4% de dependentes entre os homens e 12,1% entre as mulheres.