domingo, 22 de maio de 2011

CÉDULAS MANCHADAS COM TINTA ESTÃO CIRCULANDO NO COMÉRCIO DO PAÍS


O dinheiro manchado com tinta rosa começou a chegar de repente nas mãos dos brasileiros. Uma manicure de Campinas, interior de São Paulo, recebeu 50 reais de um caixa eletrônico. “Fiquei muito nervosa, porque a gente passa por uma humilhação, como provamos que nós sacamos de um caixa?”, diz Suely dos Santos, manicure.
Um comerciante do sul de Minas não sabe o que fazer com a nota de 100 reais com as marcas da tinta. “O gerente disse que não poderia trocar a nota”, afirma Paulo, comerciante.
Tem gente que tem medo da situação e prefere esconder o rosto para falar que foi forçada a receber dinheiro tingido como troco, num supermercado. “Eu falei para ela que não queria. Aí ela falou que não tinha outra. Aí eu saí, levei a nota e fui à fármacia pertinho já. Aí não aceitaram, eu voltei, ela trocou pra mim”, conta.
Foram explosões criminosas de máquinas que deixaram as marcas no dinheiro.
Quando os caixas eletrônicos são destruídos, um dispositivo despeja tinta rosa nas notas. Doze mil caixas eletrônicos espalhados pelo país já contam com o sistema de segurança.
Os ataques a caixas eletrônicos se intensificaram desde abril. Foram 45 casos registrados na Grande São Paulo até a semana passada. Quase um por dia. Uma estatística que acaba de ser divulgada pela secretaria de segurança pública de São Paulo. Mostra que os ladrões podem ter migrado de um crime para outro. Em abril houve queda nos índices de roubos a bancos e roubo de cargas.
Em 2010, foram 26 roubos a bancos em São Paulo. Em abril deste ano, o número caiu para 14. Doze casos a menos. Os roubos de carga também diminuíram em abril deste ano em relação o mesmo mês de 2010. Foram 100 casos a menos.
“O controle de carga ficou mais efetivo também. Então tudo isso tem dado uma resposta e tem feito o criminoso migrar. A gente lembra que o criminoso é oportunista. Quando o sistema privado e o sistema público criam barreiras ele procura outras facilidades”, declara Marcos Carneiro Lima, delegado geral da Polícia Civil - SP.
Para abrir os caixas eletrônicos, os bandidos usam dinamite. Segundo levantamento do sindicato das pedreiras, os explosivos são roubados durante o transporte ou desviados das próprias empresas de mineração.
Fotos mostram uma apreensão de 50 bananas de dinamite encontradas neste terreno, na grande São Paulo, há três semanas. Como não há um sistema de controle na embalagem, a polícia tenta descobrir como elas foram parar nas mãos de criminosos.
O Banco Central informa que a população e o comércio podem recusar o dinheiro manchado. O BC diz ainda que as pessoas devem trocar as notas nas agências bancárias e a polícia será avisada quando isso acontecer. As cédulas manchadas serão enviadas ao Banco Central onde vão ser destruídas.

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